Introdução aos Indicadores de Uso da Água
A gestão eficiente dos recursos hídricos é essencial para garantir a sustentabilidade e a disponibilidade de água. Um dos principais desafios enfrentados pelas cidades brasileiras é o desperdício de água, que pode ocorrer em diferentes etapas do sistema de abastecimento. O estudo “Perdas de Água 2026”, realizado pelo Instituto Trata Brasil, analisou o desempenho dos municípios em relação a esse desperdício e trouxe à tona informações interessantes sobre as melhores e piores práticas.
Como Limeira Reduz o Desperdício de Água
Limeira, uma cidade no interior de São Paulo, se destaca por suas práticas efetivas na gestão da água. Com um índice de perdas bem abaixo da média nacional, Limeira alcançou a quinta posição no ranking das cidades com menores desperdícios. Isso é resultado de um conjunto de ações que incluem a renovação de infraestruturas, investimentos em tecnologia e um gerenciamento inteligente da rede de distribuição de água.
Estudo do Instituto Trata Brasil: Metodologia
O Instituto Trata Brasil avaliou 99 municípios com base em dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2024. A pesquisa utilizou dois indicadores principais: % de perdas na distribuição e volume de perdas por ligação ativa, medido em litros por dia. Para que um município atinja um patamar de excelência, é necessário que as perdas não ultrapassem 25% e 216 litros por ligação por dia.

Análise do Percentual de Perdas na Distribuição
Em Limeira, o percentual de perdas na distribuição atingiu 16,58%. Esse número coloca a cidade em uma posição favorável, evidenciando uma gestão que prioriza a eficiência no uso da água. Comparando-se a outras cidades, Limeira fica atrás apenas de locais como Suzano (1,27%) e Santos (5,35%), que lideram o ranking.
Ranking das Cidades com Menores Perdas de Água
O estudo revelou as 12 cidades que alcançaram o nível de excelência em eficiência hídrica:
- Suzano (SP) – 1,27%
- Santos (SP) – 5,35%
- Goiânia (GO) – 11,45%
- São José do Rio Preto (SP) – 14,52%
- Limeira (SP) – 16,58%
- Campinas (SP) – 17,46%
- Taubaté (SP) – 19,08%
- Teresina (PI) – 19,55%
- Campo Grande (MS) – 20,69%
- Petrópolis (RJ) – 22,28%
- Maringá (PR) – 22,78%
- Franca (SP) – 24,01%
Destaca-se que entre as 12 melhores, sete são cidades paulistas, demonstrando a excepcional eficiência hídrica do estado.
A Importância da Eficiência Hídrica
A busca pela eficiência hídrica é vital não apenas para reduzir desperdícios, mas também para garantir que a água esteja disponível para gerações futuras. A implementação de sistemas de monitoramento e a renovação das redes de distribuição são algumas das estratégias que podem ser adotadas pelos municípios.
Investimentos da Sabesp em Redução de Perdas
A Sabesp, a companhia de saneamento básico de São Paulo, anunciou investimentos de quase R$ 9 bilhões até 2029, destinados a projetos que visam a redução de perdas de água. Além disso, o uso de hidrômetros inteligentes será uma prioridade, com um investimento específico de R$ 3,8 bilhões, para aprimorar o monitoramento do consumo e identificação de vazamentos.
Tecnologia e Monitoramento de Vazamentos
Com a adoção de tecnologias avancadas, como hidrômetros inteligentes, a Sabesp busca identificar rapidamente as perdas e minimizar o desperdício. Monitorar a pressão da água na rede durante horários específicos, como à noite, também tem mostrado resultados positivos, como a economia de 151 bilhões de litros na Região Metropolitana de São Paulo entre outubro de 2025 e março de 2026.
Benefícios da Gestão Eficiente da Água
A gestão eficiente dos recursos hídricos traz diversos benefícios, como:
- Sustentabilidade: Garante a disponibilidade de água para uso futuro.
- Economia Financeira: Reduz custos operacionais e economiza recursos.
- Valorização do Patrimônio: Aumenta a qualidade de vida e a valorização das áreas urbanas.
- Proteção Ambiental: Promove a preservação dos ecossistemas aquáticos.
Futuro Sustentável para o Abastecimento Hídrico
Com o aumento da população e das demandas por água, é fundamental que as cidades continuem investindo em práticas que garantam a eficiência hídrica. A modernização das infraestruturas e a continuidade dos investimentos em tecnologias inovadoras são passos essenciais para construir um futuro sustentável para o abastecimento de água no Brasil.


